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Eu, Psicopata. Depois de um tempo só olhando pro tempo, resolvi não dar mais tempo ao bendito tempo. Se um olhar me encanta, por que evitá-lo então? Se me faz falta, por que não procurar? Se o cheiro me faz bem, se o gosto me agrada, se tenho vontade, não vou mais fugir. Por que toda essa mudança brusca? (Não essa de volta, mas a que aconteceu quando começou.) Acho que nunca vou saber, nem gostaria. Quero mais é que fique onde ficou, e que eu possa voltar a ser a Luh de sempre, que gosta de escrever e ouvir gothic metal e ama a natureza e quer ser feliz. Por que essa mudança brusca?[2] (é a de volta mesmo.) Porque a vida é curta e a espera é longa. Mas a vida é boa. Tão boa quanto você deseja! Enjoy the sound. ;) Escrito por Luh às 09h59 PM [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O Cruzeiro do Sul já não aparece, a Lua se esconde atrás de nuvens e o Sol está verde. Esse gelo que se instalou sobre as pedras contrasta perfeitamente com o sangue que foi derramado na última batalha. O vento traz um odor mórbido, essa neblina cinzenta atrapalha a minha visão, e os gritos de socorro ainda ecoam na minha mente. Mais uma vez, o castigo divino caiu sobre o planeta. Mas por que eu sobrevivi? Por que eu?? Haviam tantas pessoas boas, caridosas, crentes.. Por que eu fui a última a ficar de pé? Provavelmente é o MEU castigo divino, certo? Sentir na pele o que significa solidão real. Descobrir na prática o que é viver sozinha, sem ajuda de ninguém, sem interferências no meu caminho... Pois quer saber? Eu não me importo. Há suprimentos de toda a forma, em todos os cantos do planeta, os lugares que sonhei visitar ainda existem, e não preciso pagar para chegar até eles. Posso facilmente seguir sem companhia. Vou construir meu castelo aonde me der vontade. Ou ocuparei algum já construído... E sem essa raça desprezível no controle, a natureza pode, enfim, se recompor. O equilíbrio vai ser instaurado e tudo se resolverá! Ou não. Escrito por Luh às 03h14 PM [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Procura-se: Algo em que acreditar; Um ideal por que lutar; Uma causa a defender; Uma tese a desenvolver; Uma estrela a seguir; Um norte pra guiar; Um sol para ver se pondo; Companhia incondicional num pôr-de-sol; Uma música para não querer parar de ouvir; Um cheiro diferente dos perfumes caros; Um olhar diferente dos que já vi; Um entendimento baseado em verdades; Enfim, procura-se uma razão por que viver. Escrito por Luh às 01h22 AM [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Liberdade, liberdade... (?) Em uma das últimas aulas de Sociologia, a prof. Vivianne disse que sei-lá-quem disse uma vez que se sua liberdade é condicionada a alguma coisa, não é liberdade. Daí paro eu pra prensar... O ser humano tem o cérebro desenvolvido, polegar opositor, é escravo do dinheiro e se priva da liberdade pra castigar quem “fez algo errado”. Se eu não tenho dinheiro, sou livre da prisão dele. Mas sou privada de entrar em alguns lugares, fazer algumas coisas. Para ter dinheiro e poder entrar em todos os lugares e poder fazer as coisas que quero, preciso trabalhar. Sou escrava do dinheiro. Daí vem um espertão e diz que o comunismo resolveria, porque todo mundo dividiria dinheiro, e todo mundo poderia pagar etc e tal. Não, isso não ia ser liberdade! Você seria OBRIGADO a dividir seus lucros com sei-lá-quantas pessoas! Mas e a liberdade de expressão? Com essa eu já não conto desde pequena. Sim, porque você pode dizer o que quiser, desde que não ofenda seus pais, seus irmãos, seus vizinhos, o prefeito, o governador, o presidente, o policial, o professor[...] Cadê a liberdade? E mais essa do direito de ir-e-vir... O sujeito é livre, pode andar por onde quiser. Desde que não descumpra alguma lei, porque se isso acontecer, ele vai pra cadeia. E aí, seres-humanos-livres? Aonde ficou guardada a liberdade? Escrito por Luh às 07h37 PM [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Erosão de sentimentos. Olhar no espelho seria, infinitamente, mais fácil se meu nome fosse Narciso. Talvez até me endereçaria num envelope... Mas não estou afim de me perder(mais). Ter aulas hipócritas de Filosofia seria mais simples se meu nome fosse *censurado*, e eu achasse que filosofia é baboseira pra encher currículo. Levar a vida em frente seria facílimo se eu não fosse fascinada por amores platônicos e pessoas auto-suficientes. Me livrar dos “chicletes” seria mais fácil se eles não fossem tão grudentos. Se sentir saudade fizesse bem, eu seria a pessoa mais bem sucedida deste planeta. E não ficaria me importando tanto com o que perdi, não permaneceria tão ligada ao que perdi. Escolher uma profissão pra seguir seria mais simples se eu soubesse bem do que gosto e do que não gosto. Manter um lobo seria mais fácil se o gato e a borboleta não entrassem em conflito com tanta freqüência. Até ser psicopata seria mais fácil se não fosse normal ser diferente... [...] Daí chega a curva de nível, pra resolver tudo. o/ Escrito por Luh às 06h58 PM [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Dessa vez eu não vou viajar nos meus textos, nem usar metáforas pra me referir a pessoas, nem espero que alguém goste. É simplesmente um relato. Um relato REAL do que REALMENTE eu sinto! Tem certeza que vai ler? Então lá vai: Eu tento ajudar a todo mundo, às vezes mais do que posso. Se tenho um sonho, pressentimento, o scambau a quatro, ruim com alguém, mesmo que não seja alguém de quem eu goste... Entro em total e completo desespero! Me viro e dou um jeito de ajudar. E sabe o que eu recebo em troca? Aquele típico olhar: “Credo, que menina maluca!”. Se as pessoas soubessem o tanto que isso me desanima e me faz criar antipatia delas, não fariam isso jamais! Eu encontro defeitos demais em tudo, critico tudo, nada nunca está suficientemente bom pra mim. Sou pessimista, chata e sem graça. Odeio sentir calor, e odeio quando tem alguma mudança brusca no clima! Se está ensolarado e começa a chover, cabum!Lá se foi meu humor. Se chove e de repente fica ensolarado, eu emburro. Tenho um azar do caralho! Me esforço ao máximo pra cumprir todas as minhas tarefas e mais, se der. E exatamente naquele dia em que o clima muda de repente, a menstruação desce, eu esqueço o caderno de português, torço o pé, o joelho volta a doer e alguém vem pra supervisionar o que ando fazendo. Odeio gente que diz que o mundo é podre, porque podre é quem faz ele ser assim. Odeio gente que se tranca num mundo à parte pra poder dizer que é especial. Odeio gente que se acha especial. E odeio mais ainda gente que diz que eu me acho especial. Eu não me acho especial, eu não sou nada demais. Na verdade, a meu contragosto, eu sou normal, chata, quadrada e sem graça! Tenho um distúrbio hormonal causado por stress que faz com que minha TPM seja muito intensa, minha menstruação dure 7 dias e eu tenha cólicas insuportáveis. Meu primeiro dia de TPM é sempre um inferno, coincidentemente. Penso com o coração, sempre acredito que as pessoas podem melhorar, dou chance a todo mundo(hoje mesmo estava cogitando a hipótese de puxar assunto com alguém que eu acho um saco...), quebro a cara na maioria das vezes, e continuo acreditando. Hoje minha Prof. De história, que é uma pessoa que eu admiro MUITO, ridicularizou a minha religião na frente de toda a minha turma. Meus olhos não param de arder desde que me levantei, minha pressão está baixa, meu joelho ta doendo... Atraso a minha vida pra “esperar” por alguém que eu sei que não virá. Sem querer, acabo brincando com os sentimentos de alguém que gosta de mim(é sem querer mesmo, juro!). E isso me machuca no final. Não escondo minha opinião se alguém me questiona sobre. Se te disse que você é patético, acredite, eu não estava mentindo. Se disse que simpatizo com você, foi uma maneira delicada de dizer que você não significa nada pra mim. Se disse que gosto de você, ou que você é legal, é porque, cara, você é alguém especial pra mim. Mas se eu disse, alguma vez, que te amo, é porquê eu não quero viver sem você por perto! Não sou ambientalista, mas comprei cadernos do green peace e pretendo ser ativista. Acho que o aquecimento global é uma grande piada muito bem contada. E acho, ainda, que isso não é desculpa para continuarem desmatando. Me envergonho, às vezes, de ser brasileira. Principalmente quando vejo algum anúncio desses “made-in-home” de cortes de cabelo, doces e assim por diante. A falta de cultura do povo brasileiro é deprimente! Não sei o que vou fazer da vida, não quero ser professora de história, nem quero ser escritora tendo isso como única profissão. A área da informática é interessante, mas cansativa. Não quero continuar morando numa cidade de princípios provincianos, mas não quero me submeter à violência extrema das grandes metrópoles. Acho que to ficando cansada disso tudo. E mais cansada ainda de fingir que não me importo. Ufa, saiu. -Minha fraqueza é me importar demais.- Escrito por Luh às 08h44 PM [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Home again.
Abro os olhos novamente e constato: não é um pesadelo. Este lugar é real, esta dor é real. Só, novamente. Encerrada em quatro paredes. Outra vez elas me cercam. Brancas, nuas, frias. Tremo, e já não sei se é medo ou frio. Como é frio este local... Mais uma tentativa, vã, de pedir ajuda. Mas pedir ajuda a quem? Um lobo renegado não tem companheiros. Gatos, por mais belos e carinhosos que sejam, abandonam o barco quando lhes é conveniente. Ursos são individualistas demais para perceber o problema de outros. Olho para cima, busco o céu... Só vejo meu único companheiro, o Cruzeiro do Sul. Penso em uma forma de sair, mas nada me parece funcionar. Cada vez mais frio, cada vez mais medo. Escrito por Luh às 11h56 PM [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Carnaval...? E começa mais um fevereiro. O mês que rende tanta fama ao Brasil! Sim, porque Brasil é carnaval, praia, futebol e feijão. Capital do Brasil é Porto Seguro... Ou Rio de Janeiro. E lá vamos nós, feito idiotas, partir para as ruas de cidades de toda a extensão do território nacional, comemorar algo que nem mesmo sabemos o que significa! Eu não sei porque se comemora o carnaval, nem sei porque o Brasil para no carnaval, nem entendo a graça que os brasileiros vêm no carnaval. Mas é assim que funciona: as aulas só começam oficialmente após o carnaval, as pessoas só consideram que começou um novo ano depois que passa o carnaval. Pra mim, carnaval é o que fazem lá em Brasília, com o dinheiro do contribuinte, transformando tudo em mensalão, e terminando tudo em pizza. Sempre. Carnaval é o que os bandidos fazem quando não são punidos pela (in)justiça suprema nacional. Ou quando são punidos, mas têm a pena reduzida por qualquer razão que seja. Carnaval, ao meu ver, é essa baderna de corrupção espalhada em cada esquina do país. Ficando por aqui, desejo a todos um ótimo carnaval! =)
Escrito por Luh às 01h51 PM [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Borboleta. Hoje um urso me atacou, de forma que eu não esperava. Veio com ferocidade, mas de repente se amansou e atacou-me delicadamente, da pior e mais dolorosa maneira possível. As feridas ainda estão expostas, e qualquer movimento me dói. Meu estado de espírito se mantém o mesmo desde o despertar do dia... Não é fácil viver nesta selva, não é fácil sobreviver dentre tantos selvagens... Há que abdicar de sentimentos, dos mais apreciados sentimentos. Não há como manter-se intacto com tantos ataques vindos de todas as partes. Não há como manter-se imune às mudanças. Nessa estúpida busca por sobrevivência, abri mão do meu mais precioso bem. Recuperá-lo? Impossível. Nem eu me atreveria a tentar, já que foi embora por vontade própria. Vivo então, só, em meio a tantos e tantos seres distintos e insensíveis, entre tanta vida e des-vida. Acho que é chegada a hora da mudança, algo não está funcionando. Luzes que não produzem sombras. Lobos que se transformam em gatos, gatos em borboletas. E eu? Bem, eu sobrevivo como posso. Mas agora, borboleta. Escrito por Luh às 03h16 AM [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Não leiam! Por que a palavra “não” causa um efeito tão forte em nossas mentes? Seria por ela traçar um limite que não deve ser ultrapassado, ou simplesmente por ser um impecílio? Por que o proibido é mais gostoso? Não coma demais, não beba, não use drogas, não mate aulas, não volte tarde, não converse com estranhos, não minta, não traia, não peque, não fique sem casaco, não deixe de usar camisinha, não esqueça, não odeie, não olhe, não saia, não corra... Será que o não é realmente necessário? As pessoas sabem o que devem e o que não devem fazer, mesmo fazendo o errado. Elas fazem o errado, na maioria dos casos pra desafiar quem disse que não deveria ser feito. Por que o proibido é proibido? Por que não devemos fazer algo? Por que sentimos essa atração pelo “errado”? Bom, hoje eu não consegui falar com a psicóloga, então não tem a opinião dela... *Triste* A minha opinião também não está completamente formada, logo... (Esse texto ficou péssimo, mas é que eu vi de perto um acidente por excesso de velocidade... Perto de uma placa de “Não corra”. Isso me revoltou profundamente...) NÃO comentem! *Usei a palavra “não” 31 vezes. Escrito por Luh às 05h08 PM [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Graças a Deus! Boa tarde, povo habitante deste planeta! o/ Hoje eu estava sentada na calçada da minha casa, quando passaram 3 mulheres, aparentemente evangélicas(cabelos extremamente compridos, saias compridas e bíblias nas mãos). Mesmo que sem tal propósito, ouvi uma delas dizer: "Fulaninho matou a mãe e as irmãs, acreditam? Pobre menino, a família disse que ele estava possuído. Vejam só, tão novinho..." Uma outra prontamente respondeu: "Queira Deus que isso não ocorra novamente!" E a terceira concordou com a cabeça... Isto, como quase tudo que vejo e ouço, me fez pensar... Pensando nisso, eu lembrei que sempre há alguem pra culpar "Deus" e o Diabo por tudo que acontece no mundo... Frases comuns: "Se você não passou no vestibular dessa vez, foi porque Deus não quis." "Se Deus quiser, eu consigo um emprego" "Fulana de tal só faz tanto sucesso porque fez pacto com o diabo!" "Fulano fez tal coisa porque estava possuído! Senão, ele nunca faria!" Psicóloga falando: É natural do ser humano querer culpar alguém pelos seus fracassos, e acreditar que alguma força superior pode, de alguma forma, mudar o rumo das coisas, mesmo que não façam por merecer. Logo, culpam às duas forças desconhecidas que são vistas exatamente como "bem" e "mal". =[Valeu Psicólogaaa]= Eu falando: Por que essas desculpas esfarrapadas ainda colam?? Por que o ser humano insiste em pensar que é uma marionete nas mãos das entidades superiores?? Se fosse assim, de que serviria o livre-arbítrio? Eu, particularmente não acredito nem no "Deus" nem no "Diabo". No meu modo de ver as coisas, o bem e o mal estão dentro de nós mesmos, e podemos, sim, controlá-los(e não o contrário)! Talvez eu seja mais sã que todas as pessoas do planeta, e me chamem de psicopata simplesmente por pensar diferente deles... Ou talvez eu seja mesmo uma louca desvairada que se perde demais em devaneios... Mas eu pergunto: O que é normal? Acreditar que tudo é culpa de Deus e Diabo, ou assumir as conseqüências dos próprios erros? Se encolher esperando ação divina, ou ir atrás do que se quer? (To filosofando demaais hoje... Digamos que alguém me inspirou.) Bom, vou ficando por aqui... Espero que tenham gostado do texto... Sei que este não é muito típico da minha mente, mas são os meus pensamentos de hoje. PS: Um dia eu ainda saio matando todo mundo que me irrita, com um estilete, picoto até as tripas... E digo que estava possuída pelo Diabo! Quero ver alguém discutir! =] E que a força esteja convosco!
Escrito por Luh às 05h46 PM [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Introdução Saudações, (...) ér... pessoas( =D Neste mundo maluco em que vivemos, é meio difícil se dizer normal, ou convencional. Penso eu que somos todos normais em nossa loucura, ou que somos todos loucos em nossa normalidade. Cabe somente a nós decidir em qual das opções nos encaixamos. Eu costumava me julgar normal, até que fiz aquele teste idiota que é mandado por e-mail "Veja se você é um psicopata" Todos já devem ter recebido ao menos uma vez. É mais ou menos assim... "Uma garota estava mo enterro de sua mãe, quando conheceu o amor da sua vida. Eles começaram a namorar, se davam muito bem! Porém dentro de um mês, o rapaz desapareceu, não deu mais notícias. Num momento de desespero, ela mata sua irmã. A pergunta é: Por que ela fez isso?" A resposta: Pra ver se o carinha aparecia no enterro Eu acertei!!! o/ E desde então, parei pra pensar no meu próprio modod e pensar, passei a analizar coisas que eu compreendo no comportamento dos numanos normais... Além de lembranças estranhas que tenho da minha infância. Conclusão a que cheguei? Sou uma psicopata em potencial, perdida neste mundão aí! Bem, isso já tem um bom tempo, mas hoje eu resolvi dividir com a humanindade os meus desvaneios. Divirtam-se! =D
Escrito por Luh às 04h32 PM [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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